terça-feira, 13 de outubro de 2009

Diretor de prova do GP do Brasil ensina como dar a bandeirada em uma corrida

Dar a bandeirada final de uma corrida de Fórmula 1 parece uma tarefa fácil. Mas Carlos Montagner, de 61 anos, é diretor de prova do GP do Brasil de Fórmula 1 desde 1995, responsável pela função, não é bem assim. Ele, que estará ao lado de Felipe Massa neste domingo, ensinou a técnica da bandeirada.
O caso da bandeirada de Pelé no GP do Brasil de 2002 ainda causa polêmica. Na ocasião, o "Atleta do Século" perdeu os dois primeiros colocados ao virar para trás. Segundo Montagner, o ex-jogador se confundiu com a senha combinada entre eles.

- Todo mundo fala do caso do Pelé. Não podia estar no mesmo enquadramento que ele, então fiquei um pouco mais abaixo. Iria mexer na perna dele e a senha era esta. Eu mexeria na perna e ele começaria a bandeirar. Só que quando eu mexi na perna dele, ele não se movimentou. Eu subi uns dois degraus e ele perguntou se era a hora. Eu disse: "Já deveria ter sido". Passou o Schumacher e só deu a bandeirada para o Coulthard que, se não me engano, era o terceiro colocado - diz Montagner.

Dois anos depois, foi a vez da modelo Gisele Bündchen ser a responsável pela bandeirada. Desta vez, Montagner ficou mais próximo, para evitar problemas. E tudo correu bem. Mas a chegada mais marcante para ele foi a do ano passado, em que a Fórmula 1 mudou seu campeão em menos de 30 segundos.

- Não preciso nem comentar o que aconteceu com a Gisele Bündchen, porque pra mim foi fantástico. No ano passado, dei a bandeirada pra dois campeões mundiais na mesma corrida. Quando o Felipe (Massa) cruzou a linha, o (Lewis) Hamilton ainda não estava na frente do (Timo) Glock. Vinte segundos depois, ele já estava na frente, a ultrapassagem aconteceu lá em cima, antes da Curva do Café.

Montagner já projeta o desfecho da corrida do próximo domingo. Ao lado de Massa, ele espera dar a bandeirada para outro piloto brasileiro em Interlagos. - O Felipe é o próximo a estar aqui. Não vou segurar na mão dele como fiz com a Gisele. Olha a ironia, sou palmeirense e ele é são-paulino. Vou estar do lado dele aqui em cima, para ele dar a bandeirada, espero que para o Rubinho - um corintiano - chegando em primeiro.